segunda-feira, 23 de março de 2009

O VENCEDOR - Los Hermanos




Olha lá quem vem do lado oposto
E vem sem gosto de viver
Olha lá que os bravos são escravos
Sãos e salvos de sofrer


Olha lá quem acha que perder
É ser menor na vida
Olha lá quem sempre quer vitória
E perde a glória de chorar


Eu que já não quero mais ser um vencedor,
Levo a vida devagar pra não faltar amor


Olha você e diz que não
Vive a esconder o coração
Não faz isso, amigo
Já se sabe que você
Só procura abrigo

Mas não deixa ninguém ver
Por que será?


Eu que já não sou assim
Muito de ganhar
Junto às mãos ao meu redor
Faço o melhor que sou capaz
Só pra viver em paz.

domingo, 22 de março de 2009





'Ainda que eu falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria...'

Vai e vem de gente!


Ando tentando me acustumar com esse vai e vem de gente, amigos velhos, amigos novos. Muitas vezes não por escolha minha, mas por consequência dos dias, do tempo, do clima... nao sei, mas acontece! Coisas da vida...

Mas não posso esconder em mim a nostalgia hj do vivido.

Lembro da minha casa, ainda com meus pais, Cordeiro, fins de semana andando de "mobilete" com Carol, discotecas lotadas, volei na quadra do bairro com Marcelo, Ronnie, Tati; exposições sempre divertidas com Roberta - "magrela", David, Felipe - "finão"; amigas, muitas, e de todos os estilos, Cinara, Roberta - "macarrão", Taynã(s); retiros TLC, carnaval com Tia Patrícia, Paulinho, Zé Eduardo; Servo Menor (Ministério de música) e nele: Trici, Dudu, Ciro, Sid (padim), Fannia, Niafa, Duda, Jefim, e tantas pessoas que seria injusto nao falar, mas prometo listar todas elas posteriormente...

Lembro-me do inicio da minha "juventude", Cantagalo, dos fins de semanas na casa de Janilson, da segurança que havia naquele lugar, com ar de "família sempre cabe mais um", e talvez ja nao exita mais, consequência da vida! Do BAM ( ministerio de Música e Grupo de Oração) e com ele muitas... mas muitas pessoas que me fazem uma falta tremenda, Ivian, Tia Cristina, Mãe Angela, Tio Carlos, Janina, Sergim, Jackson, Michele, Gisela, Nulziene, Ritinha, Fabrícia, Tikão, Matheus, Pimenta e mais uma vida de gente!

Nossa, nessa altura da vida percebo como foram essenciais, como me fazem falta, mas sei também que não seria mais como antes, afinal de contas ja não somos mais os mesmos!Depois de tanta coisa, impossível permanecer igual, foram desencontros, decepções, distância, e agora me parece que tudo se acalmou.

É... vamos seguindo em frente, cultivar quem permaneceu, convidar meu presente pra sentar e rir de besteiras, jogar papo fora, recordar, e viver novos momentos, assim deixar sempre intensa e florida minha vida, para que momentos de nostalgia como esses tragam sempre um alivio pro meu existir!

Ganho cores no meu dia, pois vejo flores e anjos ao longo do meu caminho!Obrigada pela companhia, respire fundo, é ar puro, resultado das flores que você cultivou em mim!

Esse texto é dedicado à inúmeras inspirações e dentre tantas, eu cito: Tati (meu Verde), Juh (minha Cercilier), Manu (meu Lírio) e tantos jardineiros de minha alma!

sexta-feira, 13 de março de 2009

Tens

'
"Tens uma doçura infantil que me desarma, um sorriso enorme que me abraça, um olhar perdido do mundo que se encontra quando encontra o meu, tens mãos de médico e coração de índio, tens a magia das pessoas tocadas pela sorte e pela bem-aventurança e tens-me a mim. E, mesmo que os dias no mundo cá fora tenham relógios em vez de comboios e passem com a mesma vertigem com que vivias antes vde me conhecer, eu sei que o nosso tempo vai chegar sem nunca chegar ao fim, nestes momentos em que a perfeição se cruza com a realidade e nos transporta para um mundo só nosso. "

'
in "Nazarenas e Matrioskas", MRP

quinta-feira, 12 de março de 2009

Horizonte Distante (Marcelo Camelo)


Por onde vou guiar
O olhar que não enxerga mais
Dá-me luz, ó deus do tempo
Nesse momento menor
Pr'eu saber seu redor


A gente quer ver
Horizonte distante
A gente quer ver
Horizonte distante
Aprumar



Através eu vi
Só o amor é luz
E há de estar daqui
Até alto e amanhã
Quem fica com o tempo
Eu faço dele meu
E não me falta o passo, coração
Avante



A gente quer ver
Horizonte distante
A gente quer ver
Horizonte distante
Aprumar

"E aprendemos que não importa o quanto nos importemos, algumas pessoas simplesmente não se importam..."



"E sei que gastei todas as minhas vidas antes desta à tua procura. Não de alguém como tu, mas de ti. Porque a tua alma e a minha têm de andar sempre juntas". (Filme - "O diário da nossa paixão")


"E sei que gastei todas as minhas vidas antes desta à tua procura. Não de alguém como tu, mas de ti. Porque a tua alma e a minha têm de andar sempre juntas". (Filme - "O diário da nossa paixão")

quarta-feira, 11 de março de 2009

Música(s) no coração


Uma das coisas que mais gosto de fazer é deita-me no escuro do quarto, fones nos ouvidos, play no mp3 e deixar os pensamentos voarem e dançarem ao som de cada música. É interessante constatar que cada música nos leva para um canto diferente da nossa memória, uns mais recentes que outros, uns mais agradáveis de visitar, outros nem tanto. Para mim, que não vivo presa ao passado e gosto de guardar o melhor de cada parte da minha vida, recordar é, sem dúvida, viver. E é a recordar que viajo ao passado sem lá ficar, apenas planando, visualizando, aprendendo.

Há músicas que nos marcam eternamente, tal como as pessoas e os momentos. Aliás, cada episódio da nossa vida deveria ter uma banda sonora associada, porque é ao som da música que revivo as fases da vida. Cada música particular conduz-me a uma etapa específica, a uma pessoa, a uma experiência. Há os amigos de sempre e os que pareciam ser para sempre e fugiram depressa demais deixando um vazio esse sim eterno; sonhos realizados e outros tantos desfeitos; há sorrisos e lágrimas; há bom e mau;
... há vida, porque a vida é assim mesmo, uma música sempre inacabada e incompleta, mas sempre mais perfeita a cada nova nota acrescentada, que é como quem diz, a cada passo que damos.

Silêncio.
Apaguem as luzes.
Vou ouvir as músicas do meu coração...

Perdas...



Algumas perdas nos causam apenas incômodo. Perder o horário, o jogo de futebol, a vaga na garagem, o cartão de crédito ou algum outro objeto são privações momentâneas que, de alguma forma, estamos condicionados a quase, instantaneamente, buscar uma solução ao prejuízo causado. Há uma reação que dá curso ao seguimento da vida.

Já quando nos deparamos com uma perda na área afetiva, como o namoro que terminou, o esposo (a) que se foi, um familiar que morreu ou até mesmo quando o afeto envolve algo material – casa, móvel de estimação, automóvel –, essa tomada de atitude nunca é de pronto, pois fica mais difícil administrar. Os sentidos ficam atordoados e pensar com coerência nem sempre é o que acontece. Há quem aja até esquecendo-se do amor próprio e da liberdade que o outro tem; procedendo, às vezes, de forma infantil. A razão não admite o desfalque e busca um modo irreal de alimentar a crença de que tudo voltará a ser como era antes.

Mas o que fazer nessa hora?

Devemos admitir que a perda é real; aconteceu. Isso quer dizer que não adianta ficar contando com algo que possa acontecer para reverter a situação.

A vida prossegue do ponto e nas condições em que você está. É preciso agir com a razão; não segundo a voz do coração em desespero. A pergunta a se fazer é: "O que posso fazer agora?" E não: "Como será minha vida?". A forma diferente de se questionar inspira atitudes determinantes. Enquanto a primeira provoca uma reação, a última demonstra a prostração perante o fato. Agir com a inteligência também é respeitar a escolha de quem já não quer um compromisso com você. Não prometa que você vai mudar radicalmente (diferente de admitir um erro), não se anule enquanto pessoa para ser como o outro quer, porque você não será feliz e não conseguirá fazer o outro (a) feliz.

Saudosismo também não resolve.

Enquanto houver sentimento, procure não se encontrar ou, pelo menos, não se prolongar muito tempo na presença do (a) ex. Qualquer progresso alcançado em levar sua vida adiante pode ir por água abaixo por causa de um comentário ou de um olhar da outra parte que seja mal interpretado por você. Não se esqueça de que seu coração ainda quer acreditar.

Busque com o que se distrair. Uma boa conversa com os amigos e um ambiente diferente lhe fará bem. Não fique só pensando o que estaria fazendo na companhia dele (a) ou nos lugares em que costumavam frequentar juntos.

Queira reagir. Decida-se por prosseguir seu caminho. Pessoas que passaram por nossa vida, deixaram-nos cicatrizes boas ou ruins e não há como apagá-las. Fique com o que foi bom. Uma pequena manifestação de querer se livrar do pesar que lhe causa dor, lhe trará mais alegria e outras pessoas vão se aproximar de você, pois a alegria as atrai.

Enfim, a esperança não pode ser uma expectativa fechada. As coisas se resolverão em Deus e não segundo seu desejo no momento. Dê tempo ao tempo! Até mesmo em casos em que, realmente, há uma volta, uma reconciliação ou que você volte a ter o que perdeu, atitudes como essas ajudam no processo e no tempo em que você se desprendeu.



Se algo lhe foi arrancado, ainda que violentamente, não quer dizer que você nunca mais será feliz. Ainda há no seu interior a capacidade de amar e aparecerá alguém que se identifique melhor com sua forma de expressar todo esplendor dos sentimentos que habitam o seu ser.

Deus o abençoe.