quarta-feira, 24 de junho de 2009

Sou como o rio em processo de vir a ser.


(...)Cultivo em mim o acúmulo de muitos mundos.

Por vezes o cansaço me faz querer parar. Sensação de que já vivi mais do que meu coração suporta. Os encontros são muitos; as pessoas também. As chegadas e partidas se misturam e confundem o coração. É nessa hora em que me pego alimentando sonhos de cotidianos estreitos, previsíveis.
Mas quando me enxergo na perspectiva de selar o passaporte e cancelar as saídas, eis que me aproximo de uma tristeza infértil. Melhor mesmo é continuar na esperança de confluências futuras. Viver para sorver os novos rios que virão. Eu sou inacabado. Preciso continuar.
Se a mim for concedido o direito de pausas repositoras, então já anuncio que eu continuo na vida. A trama de minha criatividade depende deste contraste, deste inacabado que há em mim.

Um dia sou multidão; no outro sou solidão. Não quero ser multidão todo dia. Num dia experimento o frescor da amizade; no outro a febre que me faz querer ser só. Eu sou assim. Sem culpas.

Padre Fabio de Melo

sábado, 20 de junho de 2009

"Incomude-se"


Enfim hoje quero falar de flores!
A “revolta” do úlimo post ainda me incomoda, talvez esta nunca me deixe, mas resolvi fixar meus olhos e não perder de vista alguns outros detalhes.

Estou há dias esperando por algo, não me pergunte o que, mas percebo que a vida não espera junto comigo. Então vamos ao caminho ver as flores... quem sabe uma borboleta viajante, não prenda minha atenção e me faça correr um pouco e esquecer muitas coisas que latejam sem eu pedir.

Queria muito falar da beleza da vida, do caminho.
Como disse ontem pra uma florzinha chamada Indy, falar de chuva e do cheirinho inigualável que ela tem, de música boa, de como é bom rever amigos, recordar e tanta coisa gostosa! Mas, não posso destrinchá-las ainda, estou desfrutando de tais coisas boas e por issu não posso descrevê-las. Estou saboreando os detalhes... tantos detalhes!


Vi um comercial que dizia: “o que move a vida, a humanindade, não são as respostas e sim as perguntas!”
Ôh! E como concordei com issu!
Percebi que meus questinamentos me levaram a frente, levaram à decisões, atitudes, certezas e também que há alguns que se multiplicaram, ficaram sem resposta ou com respostas confusas, acho que tais perguntas foram superiores a meu entendimento, ou ao entendimento de outros, e issu não impediu a mudança.

Decido então, não esperar mais pelas respostas, mas sempre questionar mais e mais...
Não necessito entender os porquês, mas sim identificar de onde ele veio, saber o que me incomoda, o que me tirou do estado de inércia e comodismo.

Ah! Estou viva, e melhor ainda... seguindo a vida. Não me sinto parada à beira do caminho, esperando algo que nem sei o que é. Meu espírito cresceu, parece não caber em mim. Sou muito mais alma e coração!
Hoje tudo que sou não cabem mais somente em meu sorriso, fluem pelos olhos, mãos, ouvidos.
Só desejo ser o melhor onde estiver, fazer a diferença á alguem mesmo que seja com um sorriso!


Toda mudança tem por início uma pergunta, um incômodo qualquer. E respostas são só complementos da mudança gerada pelo questionamento!
Atreva-se!
“Incomude-se

Tanto Mar

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segunda-feira, 8 de junho de 2009

Immerse yourself and good luck!


Hoje escutei alguém dizer que não sabe como viveria sozinha.
E soa estranho, porque é fácil querer ter alguém pra dividir, o que muitas vezes não é o suficiente nem mesmo pra nós.
Criamos expectativas excessivas sobre outras pessoas, e talvez seja nosso maior erro. Esperamos muito do outro, às vezes coisas que nem nós mesmos conseguimos cumprir, gerando sempre frustração e mágoa.
Melhor é prevenir, já dizia minha avó!
Não esperar muito, nem mesmo de si.

Descobri à duras provas, que pessoas são seres humanos como eu! Isso pode parecer meio óbvio, talvez seja, principalmente pra quem já compreende que primeiro temos que “nos bastar”.

Aprendi que tenho que dividir, conviver, conhecer a mim mesma, ver o tamanho da minha humanidade e saber saciar-me. Depois de estar ambientada, “dosada” e sabendo meus próprios limites, aí sim estarei pronta para dividir com outros, pois neste ponto reconheço o que é essencial a mim, e me amo/respeito o suficiente pra não dividir a parte que é minha. Afinal de contas a gente só dá o que tem. Então terei a mim, por inteiro, pra conseguir doar um pedacinho sem que me faça falta.
Olhando de fora parece egoísmo! Sim parece mesmo... Será que me tornei egoísta? Amarga?

Acho que não.
De certa forma como disse no começo, não é justo esperar muito de outro.


Primeiro vou olhar pra dentro de mim, conhecer meus medos, erros, defeitos e virtudes, saber do que sou capaz. Ter mais de mim mesma, trabalhar minhas frustrações, sonhos e planos. E quem sabe um dia, se enfim conseguir, eu possa ter maturidade o suficiente, pra entender que o outro está apenas trilhando o mesmo caminho que eu. E que paciência precisa ser realmente exercitada, assim como a compaixão e respeito!

Por hoje? Espero só por mim, mergulhada ainda na imensidão de “coisas, sentimentos, perguntas e respostas” que sou, tentando exercitar virtudes, primeiro comigo mesma!
Um dia eu aprendo!
Por hora, descanso em algum campo calmo e sóbrio de minha bipolaridade.



Mergulhe se for capaz!


sexta-feira, 5 de junho de 2009

Diversidade dos outros em mim


Metade de alguém!
Isso é possível? Acho que não!
Na verdade sinto cada vez mais forte a idéia de que somos um punhado de pedaços de cada um, ou de cada coisa que esbarramos; a velha história da colcha de retalhos.

Metamorfos sim! Por natureza, sempre há um pedaço em você que não era seu, mas que adquiriu de um amor, ou amigo, alguém da família, alguém que admire a distancia, mas em algum ponto aquilo não estava ali, e agora está.

J
á não me preocupo com tantas mudanças ao meu redor, ate ontem tudo me incomodava. Literalmente até ontem!


Pessoas se limitam a dizer que são “só” lembranças, mas não estão somente em seu coração, mas fazem parte do seu consciente e subconsciente, seja em uma mania incurável e sem sentido que adquiriu de alguém com quem passou tempos intensos, ou em palavras, cheiros, “expressões” ... todo seu cotidiano, sua rotina, estão cheios de outras pessoas, ou o que vc tem delas.

Admitir e administrar essa bagagem é complicado, há quem diga que não precise de ninguém, talvez por não saber administrar, ou por medo, ou por estar tão lotado de si mesmo que é melhor não ter pedaço de outros p não haver conflito com suas verdades. De certa forma esses pedaços, lembranças, manias, nos fazem pessoas diferentes do que somos, conseguem ter acesso a nossa essência, e algo que não temos controle.

Há vezes que fica pesado carregar tudo que se absorve, então é hora de escolher, peneirar. Há alguns impossíveis de se abandonar, não há escolha, mas outros são adaptáveis, ou recicláveis, ou somente substituíveis. Classifique, mude, recicle e deixe espaço vazio pra que outros te acrescentem novamente!

A perfeição do mundo consiste na diversidade de pessoas, e a melhor maneira de viver é se deixar acrescentar pelo inesperado, diferente e novo!
Contribua hoje com alguém! E permita-se olhar outro ponto de vista que não seja o seu, deixe que contribuam com algo pra sua estrada! Pode ser que hoje não faça sentido carregar uma corda na mochila, mas logo a frente você pode precisar dela. Nunca se sabe!


Immerse yourself and good luck!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Ilusión (Marisa Monte e Julieta Venegas)

(imagem em homenagem ao amigo Splinter, pq pessoas como ele são raridades)

Uma vez eu tive uma ilusão
E não soube o que fazer
Não soube o que fazer
Com ela Não soube o que fazer
E ela se foi
Porque eu a deixei
Por que eu a deixei?
Não sei
Eu só sei que ela se foi
Mi corazón desde entonces
La llora diario
No portão
Por ella no supe que hacer y se me fue
Porque la deje ¿Por que la deje?
No sé Solo sé que se me fue
Sei que tudo o que eu queria
Deixei tudo o que eu queria
Porque não me deixei tentar
Vivê-la feliz
É a ilusão de que volte
O que me faça feliz
Faça viver
Por ella no supe que hacer
Y se me fue Porque la deje
¿Por que la deje?
No sé Solo sé que se me fue
Sei que tudo o que eu queria
Deixei tudo o que eu queria
Porque não me deixei tentar
Vivê-la feliz
Sei que tudo o que eu queria
Deixei tudo o que eu queria
Porque no me dejo
Tratar de ser la feliz
Porque la deje ¿Por que la deje?
No sé Solo sé que se me fue

terça-feira, 2 de junho de 2009

Mergulhe...


Hoje acordei com a lembrança de ouvir alguém dizer que eu encantava os outros, e que não era justa, pois os tornava de certa forma dependentes de palavras e sorrisos meus. Bem, não sei o que pensar sobre isso, pois na verdade a dependência é minha. Dependo de sorrisos, de atenção, há quem diga (Sr Lucas) que sou carente, sim gosto de ter gente por perto, de trato direcionado, e de relações bem entrelaçadas.


Sempre à espera de algo que dure pra vida toda, mas que não caia na rotina, que não perca o brilho. Assim como 90% da população, penso (minha ”lógica”) que isso seja ilusão, sonho, impossível. E meu coração idiota que é, ainda mantém esperança de que possa acontecer.
Ontem li algo sobre silêncio entre duas pessoas, onde eu fiquei estática e imediatamente pensei que era a essência do que eu desejava, e percebi que não sou a única sonhadora, ou iludida com o impossível. O texto dizia assim: "Mas nada há de mais incrível e maravilhoso no silencio, do que quando ele se dá entre duas pessoas...
Sim, pois se entender com palavras é simples e por vezes razo. Mas quando duas pessoas se entendem no silencio, quando entre elas não persiste qualquer constrangimento, qualquer átomo de desconforto.
Então ocorre qualquer coisa da ordem do fenomenal, do magistral, do cósmico, algo de uma profundidade inexprimível, a não ser pelo próprio silencio." (Escrito por Cruzado da Angústia Eterna, seja lá quem for, veja lá: http://palavrasqpartem.blogspot.com/).

Bem, pude perceber que esta profundidade de relações, é procurada por todos. E vai alem de definições já desgastadas como "o amor da minha vida", ou algo do gênero. Descobre-se que relações assim podem existir entre amigos, irmãos, na verdade eu vejo que vai muito alem da superfície, muitas vezes suja, das relações comuns, ou pré-definidas pela sociedade. São desejos de almas; relações de almas; que no meio de tanta besteira, sujeita, anseiam por algo verdadeiro, sólido, com tantas cores quando o profundo do oceano, inexplicável, mas totalmente plausível ao coração.

E quanto a mim?
Continuo ansiando por águas mais profundas, por uma situação de silêncio não incômoda, na bipolaridade da minha pele, e no extremo de meus pensamentos e coração.
Com a esperança de que cada vez mais cresça essa multidão, louca como eu, extremista, mas totalmente humanizada, com uma lógica julgada como incoerente, mas com o simples desejo de que o mundo; os homens; sejam cada dia melhores e verdadeiros.


To dive!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Voce pode gostar de ir pra balada;
voce pode gostar de estar na moda.
Voce pode gostar de música sertaneja;
voce pode gostar de carros luxuosos.
Voce pode gostar de corpos malhados;
voce pode gostar de fumar.
Voce pode gostar de uma boa briga;

Voce pode gostar disso tudo, mas EU nao gosto.
Gosto de silencio ou de uma boa música. Gosto de coisas estranhas e visuais estravagantes.Gosto, acima de tudo, de argumento.Posso, quem sabe, até gostar de voce.Entao traga o vinho e toque o blues... e já é meio caminho andado para a gente se entender.


By Igor Lima (mas, nunca concordei tanto com alguem)